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Article

Journal/Book Title/Conference

Rev. Brasil. Biol.

Volume

25

Issue

4

Publication Date

12-1-1965

First Page

323

Last Page

342

Abstract

Integram a tribo Euglossini, os gênero Euglossa, Eulaema, Euplusia e Eufrisea. Fora as Apinae, são as únicas abelhas a possuírem corbícula e glândula produtora de cêra (CRUZ-LANDIM, 1962). São consideradas abelhas sub-sociais, ficando por diversas características como, por eemplo, o sistema glandular salivar (CRUZ-LANDIM, 1963), bem próximas às abelhas sociais. Os Euglossini machos têm a tíbia do par posterior de patas muito desenvolvida, principalmente muito alargada, em relação à da fêmea. Além de mais larga, a tíbia apresenta na p arte superior da face externa, uma depressão em forma ele fenda, que abriga duas fileiras cerradas de pêlos que se voltam urna para a outra. Ēsses pêlos estão constantemente umedecidos. VOGEL (1963) estudando a polinização de orquídeas do gênero Catasetum e Stanhopea teve a oportunidade de verificar um comportamento bastante estranho elos machos de Euglossini, em relação à flôr que polinizam. Ēles raspam a superfície do lábio com as patas e captam o líquido exsudado com as patas dianteiras , transportando-o para a fenda da tíbia posterior. Ao dissecar as tíbias de Euglossa bicolor e Eulaema cingulata constatou êste autor a presença de uma estrutura interna, com a forma de um saco elíptico. O líquido em contacto com a fenda seria absorvido por capilaridade para o interior dessa estrutura e aí armazenado. Segundo DODSON (1965), machos de Euglossini são encontradiços não sòmente em orquídeas, como também em antúrios, algum as leguminosas e certas mirtáceas, para com as quais exibem o mesmo comportamento acima mencionado, embora não as utilizem em sua alimentação. Os macho depois de rasparem a planta e absorverem o exsudado, mostram-se, por assim dizer, embriagados (VOGEL, 1963; DODSON 1965). O significado dêsse estranho comportamento e o uso que posteriormente as abelhas farão do líquido absorvido ainda não está esclarecido, supondo-se que seja usado como atrativo sexual ou na demarcação de território, embora essa suposição ainda não tenha até o momento sido comprovada. No presente artigo os autores descrevem a morfologia externa, histologia geral e alguns aspectos ultraestruturais do órgão tibial de alguns representantes ela tribo Euglossini e fazem sugestões sôbre o mecanismo de seu funcionamento.

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